Reportagens sobre bambu na internet
Reportagem de Giuliana Capello
Estudos indicam que o produto é opção viável para exploração no Brasil. Uso, porém, depende da criação de linhas de produção em escala comercial.

Parte do estímulo à pesquisa vem do sucesso obtido em países vizinhos. “Na Colômbia e no Equador, construir com bambu faz parte da cultura local, ao contrário do Brasil”, compara Eduardo de Aranha, arquiteto, urbanista e pesquisador da Unicamp. Segundo Aranha, na Colômbia, por exemplo, existem programas de habitação popular com base no bambu. Para o doutor Antonio Ludovico Beraldo, professor da Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp, arquitetos e engenheiros como Simón Vélez, Oscar Hidalgo Lopez e Jorg Stamm impulsionam a fama colombiana. Na Colômbia, por exemplo, o arquiteto Simón Vélez projetou uma igreja toda de bambu. “Além de excelentes profissionais, a Colômbia tem a vantagem de ter matéria-prima abundante, da espécie Guadua angustifolia, mão-de-obra qualificada e equipamentos desenvolvidos especialmente para trabalhar com o material”, complementa Beraldo. Situação semelhante ocorre em países como China, Japão e Índia, onde o uso do bambu está consagrado.
Somando-se as experiências, o mercado mundial do produto movimenta cerca de US$ 14 bilhões por ano, segundo o INBAR (International Network for Bamboo and Rattan). Na avaliação do INBAR, o bambu é uma solução viável e sustentável para combater o déficit habitacional: as casas de bambu são de baixo custo e mínimo impacto ambiental, fáceis de construir, duráveis, flexíveis, adaptáveis socialmente e resistentes a terremotos.
Embora tradicionalmente o bambu seja mais explorado no meio rural, o material tem sido cada vez mais empregado nas edificações urbanas. Em Hong Kong e na Colômbia, é possível encontrar grandes edifícios em construção cercados por gigantescos andaimes de bambu. Outras aplicações temporárias também são freqüentes, como em fôrmas e no escoramento de lajes. “Para aplicações usuais de colunas de cerca de 4 m de altura, colmos de bambu são perfeitamente adaptados para desempenhar essa função”, garante Beraldo.
Entrevista com a arquiteta Macarena Vela. Várias fotos de algumas estruturas de bambu em Bali no Green school.
http://www.clave.com.ec/415-Bambú._Lujo_natural.html
http://www.greenschool.org/gallery/
Leve, flexível e ao mesmo tempo muito resistente, o bambu começa a ganhar cada vez mais espaço como um material que pode substituir em aplicações industriais a madeira usada na construção de móveis, entrar na composição da argamassa de cimento no lugar da areia ou, ainda, como elemento estrutural na construção civil.
http://www.capitaldasnascentes.org.br/acontece2.php?id=405
Uma fibra excepcional
Por Hans-Jürgen Kleine – BambuSC – publicado na Revista O Papel, 2005.
Oportunidades para o setor papeleiro.
http://www.bambusc.org.br/?page_id=106&lang=pt-br
Multifunção
Revista Metropole
Opção: na decoração, na gastronomia e na construção civil, o ecológico bambu começa a ser reconhecido como matéria-prima versátil e eficiente
– Densidade : 700,0 Kgf/m³
– Módulo de elasticidade : 61182,97 Kgf/cm²
– Resistência à compressão : 152,95 Kgf/cm²
– Resistência a tração : 254,92 Kgf/cm²
– Resistência à flexão : 96,87 Kgf/cm²